quarta-feira, 6 de julho de 2016

Estudo Garante que Fofoca faz Bem à Saúde







Fofoca! Atire a primeira pedra quem nunca fez? A origem da palavra ‘fofoca’ está relacionada a
‘mexericar’, que significa falar mal de alguém e que deriva do forte odor da fruta, pois quem come mexerica não tem como negar.

A realidade é que falar sobre a vida alheia é uma prática bastante antiga. Os homens da pré-história buscavam informações acerca da vida de outras pessoas para saber de suas fraquezas, seus medos, o que sabiam fazer, seus desejos e outras informações.

Embora muitas pessoas demonstrem detestar a fofoca, é muito difícil (para não dizer impossível) encontrar quem nunca tenha falado da vida alheia. Mas quem é o mais fofoqueiro: homem ou mulher?

Quando saímos em busca dessa resposta, a maioria aponta o sexo feminino como grande fofoqueiro da história. Entretanto, um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Onepoll, na Inglaterra, com cinco mil pessoas, aponta exactamente o contrário. São os homens quem perde mais tempo conversando sobre assuntos de pouca importância.

A ala masculina perde, em média, 1h16min do seu dia fofocando. Já as mulheres gastam aproximadamente 52 minutos por dia fazendo o mesmo. Para ambos os sexos, o local preferido para o ‘papo furado’ é o ambiente de trabalho, especialmente na sala do cafezinho.

A pesquisa apontou que, em 22 dias, homens tricotam quase nove horas a mais. Mas, o sexo feminino tem língua mais ferina: critica outras mulheres, fala da vida sexual de conhecidos e comenta o peso das amigas.

O estudo também mostrou que 58% dos homens admitem que fofocar os deixam enturmados e 31% gostam mais de fofocar com a parceira do que fazer sexo.

Entre os assuntos favoritos dos homens entrevistados no estudo estão histórias vividas por amigos e comentários sobre mulheres.

Diz o ditado popular que quem conta um conto, aumenta um ponto. Quando se sabe de um boato ou fofoca grande, pode-se ter a certeza de que foi construída por imaginações férteis à custa de frustrações de muitas pessoas, cada uma delas acrescentando ao relato original seus medos e inseguranças.

Um comentário maldoso no trabalho pode prejudicar tanto a vítima da fofoca quanto o fofoqueiro. As fofocas podem arruinar a carreira de uma pessoa, podendo trazer prejuízos para o ambiente de trabalho, para a confiança entre colegas e chefes, para o moral do grupo e para a pessoa vítima da fofoca ou do boato.

O empresário, Leandro Extekotter, diz já ter passado por problemas dentro de sua empresa por causa da fofoca entre funcionárias. “Já me incomodei muito com isso, com uma funcionária ficar falando de outra. É por isso que prefiro contratar funcionários homens. Eu acho que mulher é muito mais fofoqueira”, afirma.

A advogada, Alice Stang, discorda. “O homem é mais fofoqueiro, eles não conseguem guardar segredo. Qualquer lugar é lugar de fofoca para eles: no trabalho, em lojas, no bar”.
Fofocar faz bem?

Muitas pessoas têm a consciência de que a conversa fiada pode prejudicar a reputação de outras, mas, um estudo feito pela University of California, publicado pelo Journal of Personality e SocialPsychology, mostra que a fofoca pode ter alguns benefícios, como redução do estresse.

A pesquisa incluiu quatro experimentos envolvendo centenas de voluntários e concluiu que a fofoca pode ser terapêutica.

Parte dos participantes do estudo mostraram aceleração dos batimentos cardíacos quando viram alguém se comportando mal. No entanto, os batimentos ficaram moderados quando eles foram capazes de dizer aos outros sobre o que tinham testemunhado.

“Disseminar informações sobre a pessoa a quem elas haviam visto se comportar mal, fez com que as pessoas se sentissem acalmadas diante da frustração que as levaram fofocar”, explica o psicólogo e um dos autores da pesquisa, Robb Willer.

Em geral, os resultados sugerem que as pessoas não precisam se sentir mal por revelar o comportamento desonesto dos outros, especialmente se esse ato ajuda a salvar alguém de uma situação ruim, concluíram os pesquisadores.

“Não devemos nos sentir culpados por fofocar, se a fofoca ajuda a evitar que outros sejam prejudicados”, completa o psicólogo e também autor do estudo, Matthew Feinberg.


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