quinta-feira, 12 de maio de 2016

Mulher de Lata



Eu sinto muito que você não consiga. Isso tudo. Dizer. Arriscar. Fazer. Vir. Tocar. Sentir. Porque eu sinto tanto. Na forma como você vacila. Nos silêncios. Aquele suspiro no lugar da palavra. As esquivas. Sabe, eu sinto muito. Sinto desejo. Sinto carinho. Sinto uma ternura avassaladora. E sinto a escavadeira fazendo abismos em mim.

Uma história que não começou, termina?

Todas as vezes que sua voz percorre quilómetros para colocar desassossego no meu corpo eu lembro que esse amor é mantido a base de aparelhos.

É sempre essa tola esperança de que alguém me dê um coração. Eu, mulher de lata.




Eu tenho muitos amigos “novos” (assim, sete, oito anos de amizade). E é bom. Mas tem umas coisas engraçadas em conversas com quem conhece a gente desde, bom, praticamente desde sempre. Ou desde quando comecei a beijar. E aí a gente lembra de tanta coisa (ou tanta boca) que nem estava na contabilidade. Só posso dizer: cara, eu me diverti. Ou, em imagens: