domingo, 8 de maio de 2016


Clicar para rezar. A religião chegou aos smartphones




Imagine que está a passar a Páscoa em Lisboa e quer ir à missa. Não conhece as igrejas nem os horários das celebrações, nem tão pouco se orienta bem na capital. A aplicação Missas em Lisboa dá-lhe uma ajuda. Através da localização do seu telemóvel, indica-lhe as missas mais próximas, os horários, e o caminho para lá chegar. Disponível em cinco idiomas, esta ferramenta digital construída pelo Patriarcado de Lisboa é também uma boa ajuda para os turistas pois contém as celebrações nas 285 paróquias da diocese, notícias e até músicas. É ainda oferecida outra funcionalidade aos católicos: a consulta dos horários das igrejas onde há padres disponíveis para confessar.

“A actualização da informação é a grande mais-valia”, explica Filipe Teixeira, do gabinete de comunicação do Patriarcado, pois a partir de um sistema interno que já estava criado os padres podem actualizar directamente os horários da sua paróquia.

Há cada vez mais ferramentas digitais ao dispor dos crentes e que estão a revolucionar, não só a forma como a Igreja Católica se relaciona com o mundo, mas também como os católicos vivem a sua espiritualidade. Nesta arte de comunicar, o Papa Francisco tem sido ele próprio um revolucionário, ao usar o Twitter, o Facebook e mais recentemente o Instagram. Hoje, domingo em que os católicos assinalam o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Observador faz um retrato destas novas tecnologias e da presença da Igreja no panorama digital.

“Tudo o que nos serve está num telemóvel”. Foi este o ponto de partida que inspirou Paolo Padrini, o sacerdote italiano que criou o iBreviary, uma aplicação que transpõe para os dispositivos móveis o breviário – o livro dos ofícios litúrgicos -, bem como as orações necessárias para orientar os sacramentos. O objetivo é facilitar a vida aos padres, evitando que tenham de andar carregados com livros quando vão celebrar um casamento, confessar alguém ou dar a unção a um doente.



Observador