terça-feira, 8 de março de 2016

Para todas as mulheres!






DE UM FILHO DE UMA MULHER, PARA TODAS AS MULHERES

Fazia o melhor arroz de legumes do mundo! Assim malandrinho, como eu gosto! Como eu gosto ainda, já sem gostar tanto, porque gostar-gostar, gostava do que ela fazia, para comer com o meu “chocolate” preferido: bolinhos de bacalhau – também feitos por ela. Era a mulher mais inteligente do mundo! Assim para o perspicaz, como todas as mães que, ainda nem os filhos verteram uma lágrima, já elas sentem o cheiro do seu sal. Gostava de margaridas! Assim elas estivessem no lugar delas: no jardim, ou num vaso – não numa jarra, porque “é numa jarra que as flores começam a morrer mais depressa”. Era quem me curava das febres altas! Assim como quem dá ao filho os medicamentos receitados pelo Doutor, como se fossem apenas a água que ajuda a ingerir carinho de mãe. Era a minha mãe! Era mãe! Era mulher! Mulher como tantas outras mulheres: das que mudam o mundo inteiro, a começar pelo mundo que aos olhos de criança é ainda maior do que é. Mulher como tantas outras mulheres: para quem os filhos já adultos são ainda crianças. Mulher como tantas outras mulheres: mulher de trabalho fora de casa, remunerado com salário, e de trabalho dentro de casa, remunerado com amor. Mulher como tantas outras mulheres: que dão chão às plantas dos pés e lugares para as cabeças entre os ombros dos homens. Mulher como tantas outras mulheres: desconhecidas, simples, educadoras, fazedoras de importâncias com coisas bem pequenas, nossos pontos de partida, nossos caminhos, nossos destinos, flores cujos perfumes são para sempre, talvez porque a planta parte mas a sua importância não – e a importância respira-se, sempre, para sempre. [Inspiro] Para todo o sempre, MULHER há-de querer dizer o mesmo que… VIDA, só com pétalas de bem-querer! [Quero que o “Dia da Mulher” não precise de calendário, e seja num dia qualquer! Quando uma nos acompanha, em memória ou em corpo, somos donos do tempo!]

Sérgio Lizardo
www.facebook.com/sergio.lizardo.escritor