quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O que eu posso fazer




Sarah Klockars-Clauser/http://openphoto.net/

Cada dia que passa ficamos mais velhos. Essa é uma inevitabilidade La Palice é certo, mas ainda assim uma verdade a que temos que nos adaptar constantemente. Ao sabor dos 16/17 anos, a longevidade tem uma outra dimensão. Somos demasiado jovens para nos preocuparmos com certas questões que nos abalam em adultos.

Com o passar dos anos, essa linha da vida parece-nos cada vez mais curta e já não olhamos para aquela meta que ninguém quer alcançar como uma simples miragem, quase imperceptível à visão, mas como algo que se aproxima, discretamente, sem que nos apercebamos no dia-a-dia. E à medida que percorremos essa linha ficamos mais fragilizados, mais susceptíveis às doenças.

Dificilmente conseguiremos prever o que nos vai acontecer, mesmo que as probabilidades sejam acrescidas por estarmos inseridos num grupo de risco relativamente a determinadas patologias. No entanto, essa circunstância não implica que tenhamos de ficar de braços cruzados à espera que o destino decida a nossa sorte.

Nenhum estilo de vida é 100% eficaz contra as doenças, mas está mais do que sabido e comprovado que a alimentação e os hábitos que adoptamos no nosso quotidiano podem fazer alguma diferença.

Se no que no que diz respeito à alimentação e à prática de exercício físico sempre tive algum cuidado, talvez não estivesse assim tão consciente relativamente a outras questões, nomeadamente no que se refere aos produtos que utilizamos no dia-a-dia, em particular ao nível da higiene e da cosmética, a maior parte deles com substâncias comprovadamente nocivas à saúde ou sob suspeita.

Por vezes, precisamos que certos acontecimentos nos despertem para algumas questões. Porém, tal não implica que tenhamos de dar uma volta de 180º às nossas rotinas, atirando para o lixo tudo o que nos ‘ameaça’ fazer mal.

Tomar consciência de uma determinada problemática não pressupõe, a meu ver, atitudes radicais, mas sim passar a tomar decisões mais acertadas e saudáveis, ou seja, menos agressivas para o organismo e para o meio ambiente. O que nem sempre é fácil tendo em conta a pressão que nos é feita pelo próprio mercado.

Ainda assim, e também muito pela crescente reivindicação e preocupação dos consumidores relativamente a estas matérias, hoje em dia é possível encontrar soluções mais acessíveis, seja nas lojas tradicionais ou no grande mercado que representa a Internet.

Deste modo, com pequenos passos, podemos ajudar a tornar a nossa vida mais saudável, prevenir certas doenças e contribuir para um ambiente mais sustentável. A diferença pode ser feita por cada um de nós. Basta que tomemos consciência do poder que temos.



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