sábado, 30 de janeiro de 2016


Erradicadas? 10 doenças antigas que ainda existem



Peste negra, tosse convulsa, raquitismo e lepra. Estas são algumas doenças que, erradamente, muitos pensam terem sido erradicadas em todo o mundo.



Ainda são identificados anualmente de 1000 a 3000 casos de peste negra em todo o mundo

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que possa existir de três a quatro milhões de pessoas infectadas com o vírus zika. O surto da doença apanhou o mundo de surpresa e assusta, sobretudo, os países onde ainda não foram detectados casos autóctones. A preocupação com o zika, no entanto, não é a exceção. Segundo lembra a CNN, existem algumas doenças antigas ou menos populares que podem ser igualmente perigosas e que muitos pensam que estão erradicadas, apesar dos esforços para mantê-las controladas.

Tomando como referência o trabalho da publicação, listamos a seguir 10 doenças antigas que ainda podem preocupar o mundo.

Peste negra

Estima-se que a peste negra matou cerca de 60% da população europeia no século 14. A doença é transmitida pela bactéria Yersinia pestis através de pulgas em roedores, como ratos e esquilos. O desenvolvimento de vacinas e antibióticos reduziram a propagação da doença, mas segundo conta a CNN já foram detetados 16 casos somente este ano. A OMS informa que ainda são identificados anualmente de 1000 a 3000 casos em todo o mundo, particularmente em Madagáscar, Peru e Índia.

Rubéola

A rubéola é uma doença viral transmitida por via respiratória. Grávidas não vacinadas podem transmitir a doença ao bebé ainda no útero, causando malformações no embrião e, inclusive, a morte. A partir de 1970, a vacina para a doença tornou-se disponível em todo o mundo, o que ajudou a diminuir drasticamente o número de casos. Em 2015, a OMS declarou o continente americano livre de transmissão endémica. No entanto, ainda são registados cerca de 110 mil casos de Síndrome da Rubéola Congénita na África e no Sudeste Asiático.
Lepra

A lepra ou hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, transmitida pelo contacto prolongado com pessoas infetadas. A lepra causa danos às células nervosas e da pele, que resultam em feridas, manchas e incapacidade motora permanente. A poliquimioterapia é utilizada para o tratamento da doença.

Apesar de o número de casos de lepra ter passado de 5,2 milhões em 1985 a 216.000 casos em 2013, a doença ainda é considerado um problema em algumas regiões da Índia, Brasil e Indonésia, onde se concentram 80% dos doentes.

Gota


A gota é um tipo de artrite causada pela elevação dos níveis de ácido úrico nos tecidos e articulações, que podem levar a dor, inchaço e vermelhidão. É atribuído tanto aos egípcios quanto a Hipócrates a descoberta da doença, que apresenta como sintomas calor, inchaço e dor nas articulações.

A OMS alerta que estilos de vida pouco saudáveis e a obesidade têm causado o aumento de casos, sobretudo nos Estado Unidos, onde se calcula existirem 8,3 milhões de doentes.
Tosse convulsa

É uma doença bacteriana contagiosa que causa tosse intensa, com efeitos particularmente graves para os bebés. Nos Estados Unidos da América, havia mais de 200.000 casos antes da década de 1940, número reduzido em 80% graças a diversas campanhas de vacinação. No entanto, conta a CNN, houve cerca de 16 milhões de casos globais em 2008, que resultaram na morte de 195.000 crianças.

Difteria

A difteria é uma doença causada pela bactériaCorynebacterium diphtheriae e é transmitida através de contacto físico e respiratório. Causa inflamação e lesão das amígdalas, faringe, laringe, traqueia, brônquios, nariz e, eventualmente, da pele. Os programas de vacinação diminuíram o número de casos em todo o mundo, mas a OMS aponta que a doença ainda prevalece em partes da África e da Ásia pela baixa cobertura vacinal.
Escarlatina

É uma doença infecto-contagiosa causada pela bactériaStreptococcus pyogenes, transmitida por espirros, tosse ou por roupas e utensílios domésticos contaminados, produzindo escamação e vermelhidão na pele e língua e dores na garganta. A taxa de mortalidade entre 1840 a 1883 era de 30% em algumas partes dos Estados Unidos e Europa, mas a doença foi controlada a partir dos anos 1950 através dos antibióticos. Em 2014, foram registados 14.000 casos no Reino Unido.
Tuberculose


De acordo com dados da OMS, “dos quase 13 milhões de casos de tuberculose em 2013, 9 milhões foram casos novos, porém 3 milhões foram não diagnosticados, não tratados ou oficialmente não registados em algum programa oficial de atendimento a pacientes”. A doença ficou conhecida como “Mal do Século” no século XIX e no início do século XX, quando vitimou milhares de pessoas na Europa. Antibióticos e melhorias na saúde pública ajudaram a diminuir o número de casos ao longo dos anos em todo o mundo, mas ainda causa a morte de pacientes com o sistema imunológico mais enfraquecido, como os portadores de VIH, por exemplo.
Raquitismo

O raquitismo é uma doença que afeta o desenvolvimento ósseo em crianças, tornando-os mais fracos ou deformados. É causada pela falta de vitamina D e cálcio. O raquitismo era mais frequente entre o século 15 e 19, quando a doença não havia sido identificada pelos cientistas. O tratamento envolve uma dieta rica em fósforo e vitamina D, além da exposição aos raios solares. Embora não haja dados globais atuais sobre a doença, especialistas citados pela CNN apontam o retorno do raquitismo na Europa e Estados Unidos pelo pouco tempo que as crianças estão a passar ao ar livre combinado a uma dieta pobre.
Poliomielite

É uma doença infecciosa viral transmitida através do contacto com fezes ou gotículas de espirro contaminadas. Embora a maior parte das infecções não causem sintomas, o vírus pode alcançar o sistema nervoso central, provocando paralisia em alguns casos. Uma ampla campanha de vacinação ajudou a reduzir o número de casos em 99% desde a década de 1950, mas 51 casos foram detectados em 2015 no Afeganistão e Paquistão.




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