sábado, 12 de dezembro de 2015

VIDA E MORTE DE SHARON TATE (2)







Sharon logo se envolveu romanticamente com ele, e apesar das desconfianças, Polanski decidiu lhe dar o principal papel feminino em seu próximo filme - A Dança dos Vampiros (The Fearless Vampire Killers, 1967) - uma comédia de humor negro de alto orçamento, filmada na Europa. Para a publicidade do filme, Sharon foi fotografada por Francesco Scavullo na neve, vestindo casaco de pele e peruca ruiva para a revista Vogue. Além disso, ela também fez um ensaio para a revista Playboy; quando o editorial foi publicado, em março, a Playboy proclamou 1967 como "The year Sharon Tate Happens", e de fato, o ano seria dela. A Dança dos Vampiros acabou sendo um grande êxito para ela e Polanski, Tate fora definitivamente lançada ao estrelato internacional. Imediatamente após o fim das filmagens de A Dança dos Vampiros, ela embarcou de volta para os EUA para filmar Não Faça Ondas (Don't Make Waves, 1967); uma típica comédia de praia sessentista, ambientada na Califórnia, co-estrelada por Tony Curtis e Claudia Cardinale. O filme foi um fracasso comercial e de crítica, apesar de ter sido um ótimo veículo para a promoção de Sharon Tate, que interpretava a para-quedista e ginasta Malibu. Ela foi o principal chamariz da produção, sendo fotografada de biquíni incontáveis vezes; Sharon ainda angariou o posto de garota propaganda do protetor solar Coppertone.



Sharon Tate fotografada por Walter Chappell.
 

Tudo parecia correr muito bem na vida artística e amorosa, contudo, Tate estava incomodada com os rumos que sua carreira estava tomando, achava que Martin Ransohoff não se empenhava em conseguir para ela personagens mais complexas. Tinha medo de ficar marcada como uma sex-symbol, presa à papéis de deusas loiras superficiais. Em 1967, ela foi escalada para a adaptação cinematográfica do best-seller de Jacqueline Susann - O Vale das Bonecas (Valley of the Dolls); Sharon não estava contente com este filme, e apesar dele hoje ser considerado um camp classic, naquela época foi enxovalhado pela crítica especializada, à despeito do alto faturamento nas bilheterias. Suas apreensões, afinal, se confirmaram, mas a Playboy não mentiu quando definiu 1967 como o ano de Sharon Tate. Não foi à toa que a edição de 1968 do Globo de Ouro nomeou Tate na categoria Atriz Mais Promissora, por sua performance no Vale das Bonecas.




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