segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Ventanias de uma saudade







Ponho no vento meus ouvidos
Para escutar seus gritos de saudade
Na brisa suave que acaricia
Meus desassossegos. Fico atento
A cada vento esperando seu maior
Lamento para ouvir a sua voz
Soprando meu nome.

A noite passa em brancas ventanias
Ouvidos ajoelhados olhos marejados
Coração entristecido. Na exaustão
Deste meu cansaço cerro os olhos
Molhados tentando algum descanso

Sopra então nas janelas do pensamento
Vento amigo inesperado sopra alto delicado
A chamar minha atenção. Vem! Vem
Meu Amor... Estou morrendo de saudade!



 Paulo Cesar Coelho