terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Sim, eu moraria em Lisboa!



"Para mensurar o quanto gostei de uma cidade, costumo fazer uma pergunta a mim mesma: eu moraria ali? E respondendo a este questionamento, eu digo: sim, eu moraria em Lisboa. A capital portuguesa, com seus poucos mais de 500 mil habitantes, é um daqueles cantos do mundo que nós, brasileiros, não podemos morrer sem conhecer. Digo nós, brasileiros, porque visitar a “terrinha” é, sem dúvida, um resgate da nossa história, dos nossos costumes. Não só pela língua (que, aliás, nós modificamos bem), mas pelo gestual, pela comida e uma série de outras heranças que trazemos no nosso dia a dia.

Para conhecer o mínimo, é necessário passar ao menos quatro dias na cidade. Menos que isso, certamente, será um pecado, pois há muita coisa para ver. Boa parte dos pontos é possível bater a pé, desde que você não tenha preguiça. Mas se caminhada não for seu ponto forte, também tudo certo, pois o sistema de transporte da cidade funciona superbem. Você pode optar pelo ônibus, metrô, táxi ou mesmo um charmoso bondinho. Aliás, nada mais bucólico que passear pelas ruas da Alfama e do Chiado a bordo de um retrô bonde amarelo. Garanto que vale cada minuto de espera na longa fila que você terá de enfrentar para entrar em um.

Fila que também valerá a pena para provar os famosos pastéis de nata no bairro de Belém. Coisa de turista? Sim. E daí? Inclusive, mais uma vez, defendo aqui o direito de a gente fazer o óbvio durante as viagens. Se não tivesse seu lado divertido, tanta gente não faria, não é mesmo? Mas voltando a falar desta região de Lisboa, ali também se encontra a famosa Torre de Belém, às margens do Tejo. Ela é um dos monumentos mais expressivos da cidade. Bem pertinho dali, encontra-se ainda o Mosteiro dos Jerônimos, em estilo manuelino, símbolo expressivo do poderio naval de Portugal no século 16.

Outro lugar que me chamou muita a atenção na capital portuguesa foi o Parque Eduardo VII, o maior do centro da cidade, com seus jardins marcados por um verde intenso. Cenário perfeito para belas fotos. Não é por acaso que quase toda pessoa que passa por Lisboa tem um clique ali. Eu mesma tenho vários. (hehehe)

Mas não dá para falar sobre Lisboa sem falar dos seus arredores. Percorrendo poucos quilômetros, você tem acesso a cidadezinhas lindas, como Sintra, onde há castelos incríveis. Os mais conhecidos são Palácio da Pena e o Castelo Mouro. Perto dali, ainda dá para conhecer o que os portugueses chamam de o ponto mais ocidental da Europa: o Cabo da Roca. O local tem uma energia muito boa. O vento forte que deixa revoltas as ondas do mar é capaz também de despentear não só os cabelos, mas a própria alma dos visitantes.

Dois outros cantinhos especiais próximos de Lisboa são Cascais e Setúbal. No primeiro, comi o melhor bacalhau da minha vida. Já no segundo, fiz um mergulho histórico por ruas e casarios que remontam épocas áureas de Portugal, numa verdadeira aula de história. Reserve um dia para conhecer cada uma destes lugares. Vale a pena.

Não dá para encerrar este post sem falar dos lisboetas. Muita gente diz que eles são grossos no trato. Parecem sempre estar dando respostas atravessadas. Mas depois de alguns dias na cidade, você vai entendendo que não se trata de má educação. O lance é cultural mesmo. Eles são literais. Só respondem ao que são perguntados. Nossa simpatia e verborragia, certamente, não foram herdadas deles. Ora “poix, Gisuix”, nem tudo é perfeito!

Te vejo na nossa próxima viagem!

* Mariani Ribeiro é coordenadora de jornalismo da Rádio CBN Goiânia, advogada, especialista em Marketing e Gestão de Empresas de Comunicação, apaixonada por vinhos e viagens. E-mail: maleribe@hotmail.com
http://ludovica.opopular.com.br/



Cabo da Roca

Cabo da Roca

Cabo da Roca

Boda do Inferno -Cascais

Palácio Mouro

Palácio da Pena

Sintra

 Bairro Chiado
Avenida da Liberdade

 Fotos do arquivo pessoal.