domingo, 27 de dezembro de 2015

MANIA DE LIMPEZA: SINAL DE DISTÚRBIO ?

Após as festas natalícias,( e ainda não termiram) muitas mulheres e não só correm pressurosamente para os detergentes,esfregões,vassouras ,esfregonas...Atenção!!!

Manter a casa limpa e organizada é um hábito saudável, que favorece a criação de um ambiente aconchegante para a família e os amigos. Mas se você treme e corre para pegar a vassoura diante de qualquer sinal de poeira, pode ser que tenha mania de limpeza. É preciso ter cuidado quando esse comportamento extrapola o costume e vira distúrbio. 
A psicoterapeuta Maura de Albanesi explica que podem haver causas diversas e muito particulares por trás da mania de limpeza. “É difícil identificar a origem do problema sem uma entrevista com a pessoa. Mas geralmente os pacientes que sofrem com esse diagnóstico têm algo em comum: a necessidade de controlar o ambiente externo”, explica.

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Mania de limpeza pode ser, na verdade, um transtorno obsessivo compulsivo. Foto: iStock, Getty Images

Quando a mania de limpeza vira doença?

Limpar as janelas e o chão, lustrar os móveis, polir a louça. Se essas atividades fazem parte da sua rotina e você sente uma necessidade extrema de realizá-las a todo o instante, sua mania de limpeza pode ser, na verdade, um transtorno obsessivo compulsivo. “Nesse caso, a principal característica da doença é a repetição”, diz Maura. 
O que ocorre é que, mesmo que o ambiente já esteja limpo, a pessoa vai sentir uma necessidade muito grande de realizar a limpeza novamente. De acordo com a psicoterapeuta, esse comportamento pode variar e atrapalhar mais ou menos a vida do paciente, dependendo do grau em que se manifesta. 
“Em casos mais suaves, apenas a psicoterapia já garante um resultado bem significativo para diminuir a mania de limpeza. Em casos mais severos, é necessário aliar medicações específicas para transtorno de ansiedade ou fobias. O tratamento auxiliará o paciente a obter mais tranquilidade em seu dia a dia”, afirma a especialista. 
Conforme Maura já salientou, é difícil definir a causa exata do comportamento. “Pode ser desde um medo de doenças até a necessidade de se sentir limpo emocionalmente. Muitas vezes, são necessárias inúmeras conversas até que a origem do problema seja identificada”, garante ela. Daí a importância de buscar auxílio profissional.
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