terça-feira, 8 de dezembro de 2015

CRIANÇA TRANGÉNERO:NEM MENINO NEM MENINA




iCriança transgênero nem menino nem menina

Coy Mathis. Foto: Reprodução Mail Online
Com certeza, sempre existiram muitos casos de transgêneros, no entanto, é algo pouco falado já que se trata de um assunto tabu. Ultimamente, aqui no Brasil, o tema acabou ficando em evidência com a modelo Lea T.,filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo

Mas imagine as situações e frustrações que Lea e seus pais passaram quando ela ainda era uma criança? Então, apesar de todo o preconceito e sofrimento, algumas famílias estão enfrentando o mundo pela aceitação de seus filhos.
Com isso, diversos casos têm se tornado público. Por exemplo, uma mãe norte-americana com filho diagnosticado como "gender non-conforming", ou seja, indivíduo que não se encaixa em um estereótipo claro de gênero, relata em seu blog o comportamento do pequeno, que desde os 2,5 anos tem mostrado interesses femininos.
Cheryl Kilodavis, autora do livro "My Princess Boy" ("Meu Menino Princesa") se surpreendeu quando seu filho caçula Dyson passou a se interessar por vestidos de princesas. No entanto, ela ainda não tem certeza se ele é uma criança transgênero, pois ele se identifica como menino, apesar de gostar dos vestidos.
Filho de Anjelina Jolie e B.  Pitt

Também nos Estados Unidos, um casal contou à rede de televisão ABC que seu filho Coy Mathis já se recusava a usar roupas de meninos quando tinha apenas 1,5 ano.
Breno Rosostolato, psicólogo clínico e professor da Faculdade Santa Marcelina, diz que são exatamente esses os primeiros sinais e ressalta que não é algo raro. "Os casos de crianças que apresentam preferências e comportamentos do gênero oposto e não correspondem ao comportamento esperado conforme sua anatomia são comuns e as primeiras evidências surgem ainda na primeira infância."
Ele explica que existe um termo apropriado, o "gender non-conforming", ou seja, crianças que não se encaixam a classificações tradicionais de gênero: menino ou menina, como mencionado anteriormente. "Os sinais mais evidentes são revelados nas brincadeiras, escolhas de brinquedos e roupas. Existe, inclusive, todo um movimento de dar liberdade para a criança se enquadrar naturalmente ao gênero que ela desejar, o "gender neutral parenting" (criação de gênero neutro). A incompatibilidade com o corpo vai se manifestar de forma mais acentuada à medida que esta criança se desenvolve", detalha Rosostolato.
Logo, vale definir o que é indivíduo transgênero. "Ele é sustentado pela identidade sexual, ou seja, a maneira como se identifica e se reconhece. Nem sempre o corpo confirma aquilo que ele pensa. É o homem que se vê como mulher, mas o corpo não combina com sua identidade e vice-versa. Os transgêneros são os sexos cerebrais", explana o especialista, acrescentando que gênero, masculino ou feminino, erroneamente, é um eufemismo para sexo. "O sexo está ligado ao órgão genital, pênis ou vagina. O gênero é o comportamento, postura e atitude que a sociedade espera e que, portanto, é imposto."
Em razão do desconhecimento dessa definição mais detalhada apresentada pelo psicólogo, é muito comum as pessoas associarem o transgênero ao homossexualismo. Na verdade, isso é um engano, já que a homossexualidade, assim como a heterossexualidade e a bissexualidade, está ligada à sexualidade, ou seja, como é vivenciado e concretizado o desejo sexual. Logo, a orientação sexual não está condicionada ao órgão sexual, pênis e vagina, tampouco ao papel social e ao gênero, masculino ou feminino.
"A pessoa pode ter nascido com o corpo de um homem, sentir-se uma mulher e ter o desejo por uma mulher, ou seja, o transexual pode ser heterossexual ou homossexual. A questão é que se sentir masculino ou feminino difere de se sentir homem ou mulher, até porque essas últimas classificações são estereotipadas e reforçam a dicotomia social", afirma o especialista.Breno Rosostolato, psicólogo clínico e professor da Faculdade Santa Marcelina, diz que são exatamente esses os primeiros sinais e ressalta que não é algo raro. "Os casos de crianças que apresentam preferências e comportamentos do gênero oposto e não correspondem ao comportamento esperado conforme sua anatomia são comuns e as primeiras evidências surgem ainda na primeira infância."
Ele explica que existe um termo apropriado, o "gender non-conforming", ou seja, crianças que não se encaixam a classificações tradicionais de gênero: menino ou menina, como mencionado anteriormente. "Os sinais mais evidentes são revelados nas brincadeiras, escolhas de brinquedos e roupas. Existe, inclusive, todo um movimento de dar liberdade para a criança se enquadrar naturalmente ao gênero que ela desejar, o "gender neutral parenting" (criação de gênero neutro). A incompatibilidade com o corpo vai se manifestar de forma mais acentuada à medida que esta criança se desenvolve", detalha Rosostolato.
Logo, vale definir o que é indivíduo transgênero. "Ele é sustentado pela identidade sexual, ou seja, a maneira como se identifica e se reconhece. Nem sempre o corpo confirma aquilo que ele pensa. É o homem que se vê como mulher, mas o corpo não combina com sua identidade e vice-versa. Os transgêneros são os sexos cerebrais", explana o especialista, acrescentando que gênero, masculino ou feminino, erroneamente, é um eufemismo para sexo. "O sexo está ligado ao órgão genital, pênis ou vagina. O gênero é o comportamento, postura e atitude que a sociedade espera e que, portanto, é imposto."
Em razão do desconhecimento dessa definição mais detalhada apresentada pelo psicólogo, é muito comum as pessoas associarem o transgênero ao homossexualismo. Na verdade, isso é um engano, já que a homossexualidade, assim como a heterossexualidade e a bissexualidade, está ligada à sexualidade, ou seja, como é vivenciado e concretizado o desejo sexual. Logo, a orientação sexual não está condicionada ao órgão sexual, pênis e vagina, tampouco ao papel social e ao gênero, masculino ou feminino.
"A pessoa pode ter nascido com o corpo de um homem, sentir-se uma mulher e ter o desejo por uma mulher, ou seja, o transexual pode ser heterossexual ou homossexual. A questão é que se sentir masculino ou feminino difere de se sentir homem ou mulher, até porque essas últimas classificações são estereotipadas e reforçam a dicotomia social", afirma o especialista.