sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Canção dos homens africanos


 



Quando uma mulher em uma certa tribo Africana sabe que ela está grávida, ela vai para o deserto com alguns amigos e, juntos, começam a rezar e a meditar, até que possam ouvir a canção da criança. Eles reconhecem que cada alma tem a sua própria vibração, que expressa o seu propósito e aroma. Quando se sintonizam com a música, eles cantam em voz alta. Em seguida, retornam à tribo e a ensinam a todos os outros.

Quando a criança nasce, a comunidade se reúne e canta a canção da criança. Quando ela passa pela iniciação na vida adulta, novamente o povo se une e canta. Na época do casamento, a pessoa ouve sua música. Finalmente, quando a alma está prestes a passar deste mundo, a família e os amigos se reúnem na cama da pessoa, assim como eles fizeram no seu nascimento, e cantam à ela, para encaminha-la a sua próxima vida.

Na tribo Africana há outra ocasião na qual o povo canta para a criança. Se em algum momento durante a sua vida, a pessoa comete um crime ou ato social aberrante, o indivíduo é chamado ao centro da vila e as pessoas da comunidade formam um círculo em torno dela. Em seguida, eles cantam para ela a sua canção. A tribo reconhece que a correção para o comportamento anti-social não é a punição, mas sim o amor e a lembrança da identidade.

Quando você reconhece sua própria canção, você não tem desejo ou necessidade de fazer qualquer coisa que possa ferir o outro. Um amigo é alguém que sabe sua canção e a canta quando você a esqueceu. Aqueles que te amam não são enganados pelos erros que você fez ou imagens escuras que possui sobre si mesmo.

Eles se lembram sua beleza quando você se sente feio; fazem com que você se reconstitua, quando se sente quebrado; trazem de volta a sua inocência, quando você se sente culpado; e o ajudam a encontrar o seu propósito, quando você está confuso.

Eu não preciso de uma garantia assinada para saber que o sangue em minhas veias é da terra e sopra minha alma como o vento refresca meu coração como a chuva e limpar minha mente tal qual a fumaça do fogo sagrado.

Toldan Phane- poeta africana