segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

ACORDAR






A que dorme em mim, a que tem sono, e se deita na cama a noite, não é a mesma que acorda. Tomo decisões noturnas que não se sustentam mesmo antes do café. Planejo acordar cedo, correr no parque, mas de manhã quem desperta, é outra. Sou habitada por uma verdadeira assembléia ruidosa. Meu corpo é vítima de fisgadas, tensões se espalham pelos meus ombros e eu sei que são desejos me puxando para lados contrários.

Elza Tamas



2e dois são 5