sábado, 19 de dezembro de 2015

100 ANOS DA DIVA EDITH PIAF



Faz este sábado 100 anos que nasceu Edith Piaf. A voz francesa, que emocionou toda uma geração com a sua história de vida, faleceu aos 47 anos, vítima de um cancro. Edith tinha sido descoberta em 1935 enquanto cantava numa rua de Paris. A música que marcou a sua carreira, “La vie en Rose”, foi escrita 10 anos depois, em 1945. Foi também esse o nome que o realizador Olivier Dahan escolheu para o


filme que conta a história de uma musa francesa com outra, Marion Cottilard. E nem essa escolha foi por acaso. O realizador escolheu a atriz de 40 anos, porque havia “qualquer coisa de trágico no seu olhar”. Trágico, como Piaf.


Filha de um acrobata de rua e de uma cantora de cabaret de origem italiana, os seus 47 anos foram marcados pela pobreza. A infância de Edith Piaf passou-se entre a miséria, a doença, os prostíbulos que a sua avó geria e os circos ambulantes onde trabalhava o pai.
Chegou ao mundo há exatamente um século, a 19 de dezembro de 1915, no número 72 da rua de Belleville, um bairro de imigrantes, segundo a lenda que ela mesma alimentou, ou no hospital Thenôn de Paris, como consta do registo civil.

Aos 14 anos, trocou o lar familiar pelos cabarets de Pigalle e, ainda adolescente, deu à luz a sua única filha, Marcelle, que morreu de meningite aos dois anos e meio. O seu primeiro êxito chegou quando tinha 20 anos, graças ao empresário Louis Leplée, que a batizou como “A Menina Pardal” (“La Môme Piaf”) e a ajudou a gravar o primeiro disco.

A tragédia nunca se afastou de Piaf. A musa conheceu o boxer Marcel Cerdán, em Nova Iorque, por quem se apaixonou loucamente e que morreu um ano mais tarde, num acidente de avião. Para ele, escreveu “Hymne à l’Amour”. Nos anos 1950, casou-se com o cantor Jacques Pills e depois deste com o cantor Théo Sarapo, 20 anos mais novo, com quem esteve até à sua morte.
Observador







Comentario da Isabel: Se ela soubesse que continua a ser uma diva da Chanson Française... Lembro-me da altura quando ela se casou com o Théo Sarapo foi um falatório porque ele era muito mais novo que ela.