quinta-feira, 12 de novembro de 2015

MULHERES SEM SEXO: TERÃO AS ONE -NIGHT STAND PASSADO DE MODA?


“Eu nunca achei que iria estar dois anos sem sexo — simplesmente aconteceu. O tempo foi passando e não apareceu, até então, ninguém que me interessasse. Quando penso que já passaram dois anos, parece demasiado tempo, eu sei, mas nunca me apeteceu usar uma noite de sexo para substituir a falta de intimidade com outra pessoa.” Foi assim que Susana (nome fictício) nos explicou o porquê de estar há dois anos sem sexo. Já em 2008, o jornal científico Human Nature publicava que as mulheres se sentiam infelizes após o sexo casual e que somente embarcavam nestas aventuras se achassem que poderiam levar a uma relação séria.
Talvez esta falta de sintonia e de felicidade seja a explicação para que, segundo um estudo realizado pelo jornal britânico The Guardian57% das mulheres não queira ter sexo casual (ou as famosas one-night stand). Parece irónico, num mundo onde E.L. James (50 Sombras de Grey) e os romances sobre sexo dominam o pódio dos bestsellers mundiais. Em conversa com mais mulheres, que sabíamos que estavam solteiras, perguntámos-lhes há quanto tempo não tinham sexo. E as respostas começaram a suceder-se em catapulta: um ano, dois e até três. Poderemos estar a assistir a uma nova geração de mulheres em que o sexo casual simplesmente deixou de ter interesse?

Porque procuramos o sexo?

Se pensarmos porque razão nós, seres humanos, procuramos o sexo, podemos chegar, talvez, a três conclusões:
  1. satisfação física (relacionado com os nossos impulsos biológicos);
  2. sentirmo-nos desejados (que está relacionado com o ego);
  3. amor, paixão, intimidade, conexão com outra pessoa (as razões emocionais) que, ao fim e ao cabo, são as mais importantes e aquilo que todos procuramos.
Mas numa sociedade onde se grita sexo, sexo, sexo em todo o lado, como é realmente a vida de quem não o tem?
Sophie Fontanel é uma jornalista e escritora francesa que, após 12 anos sem sexo, escreveu um livro (em português A Arte de Dormir Sozinha, da editora Guerra & Paz) sobre a sua vida de celibato.
Passei os primeiros 10 anos da minha vida adulta a ter, francamente, mau sexo”, disse em entrevista ao jornal Telegraph. “Era mecânico, mesmo quando me dava prazer. E pensei que, eventualmente, já tinha aprendido o suficiente para saber que não correspondia ao tipo de sexo que gostaria de ter.”
Farta de relações casuais e noites na cama de homens que não conhecia, Sophie decidiu tirar um “ano sabático” que se estendeu para 12 anos sozinha.