sexta-feira, 6 de novembro de 2015

HISTÓRIA DO ELÉCTRICO AMARELO





Às quatro horas e 40 minutos da manhã de 31 de Agosto de 1901 inicia-se uma nova era nas ruas da capital. O primeiro carro eléctrico da cidade parte do Cais do Sodré para Algés, ostentando a bandeirola de "experiência" e provocando, apesar do insólito horário, uma verdadeira sensação entre os deslumbrados alfacinhas. Dá-se início a uma nova era.

Cem anos depois, o eléctrico é um dos habitantes mais queridos das ruas da cidade, e a sua presença transformou-se em verdadeiro "ex-libris". Nesta obra, traça-se a pré-história do carro eléctrico, através da recordação de transportes públicos anteriores, como o omnibus, o "lamanjart" ou o carro americano; percorre-se depois o longo historial dos eléctricos lisboetas, desde os primeiros carros - chegados de Philadelphia e de Saint Louis (EUA) entre 1901 e 1904 - até aos modelos já concebidos em Portugal, nas oficinas de Santo Amaro (década de 20), aos novos formatos adoptados na década de 30 ou, mais recentemente, na década de 90 (eléctricos articulados que fazem a linha ribeirinha).

E, porque falar dos eléctricos lisboetas é, na sua essência, falar da Carris, traça-se também a história desta empresa, desde o tempo em que, após intervenção governamental, Luciano Cordeiro e o seu irmão obtiveram, por alvará régio, o privilégio da exploração de um sistema de "viação-carril urbana" e o venderam a um grupo de investidores brasileiros (Julho de 1871).

Uma longa aventura profusamente ilustrada com fotografias antigas e actuais, incluindo exemplos dos velhos veículos que hoje compõem o Museu da Carris. Um longo caminho que começa no século XIX e atravessa muitas décadas da história da capital. Embarquemos, pois, na carruagem da história do célebre "Amarelo da Carris".

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