sexta-feira, 27 de novembro de 2015

FOTOGRAFAR MARILYN MONROE



 
Marilyn Monroe por Frank Powolny, 1953.


Uma das celebridades mais assediadas de todos os tempos, Marilyn Monroe foi eleita musa dos mais prestigiados fotógrafos. Durante sua carreira em Hollywood, por mais de dez anos, foi fotografada por centenas de homens. Alguns, tornaram-se famosos e gravaram seu nome na história das artes apenas pelo simples fato de fotografar Marilyn Monroe. Em vida, fotografá-la era como uma consagração, atingir um outro patamar - bem mais elevado - entre os profissionais da época. Depois de sua morte trágica, aqueles que trabalharam com ela foram alçados a categoria de alguma espécie de celebridade - testemunhas oculares de uma vida inenarrável, apenas por terem-na fotografado, nem que isso tivesse ocorrido apenas uma vez. Alguns destes, inclusive, renderam vários livros às suas sessões com Monroe. Não é necessário dizer que depois de sua morte, o nome Marilyn Monroe tornou-se uma fábrica de dinheiro. Em alguns casos, isto teve um resultado desastroso, porque acabou motivando o sensacionalismo em torno de sua vida.

Por ser tão especial, Marilyn Monroe não era como as outras estrelas de cinema da época. Definitivamente, não era uma mulher como as outras e isso se refletia em tudo - em sua atuação, seu jeito de cantar, sua relação com a mídia, vida pessoal e obviamente - no modo como enfrentava as câmeras. Ora, era óbvio que era diferente de todas as outras, afinal, foi como modelo que começou sua carreira, ainda em 1945. E foi como modelo que conseguira progredir e finalmente chegar ao cinema. Mas, ser modelo - como tantas outras foram - não foi o diferencial, este estava incutido no jeito como se posicionava perante as lentes. Dentre todos os profissionais que fotografaram Monroe, há um consenso: ela possuía aquela coisa especial - aquela que não há nome que se dê - que a fazia especial perante as câmeras. Podem chamar essa coisa de luminosidade, brilho, charme, sex-appeal, etc - afinal, o inominável não tem nome. O que quer que fosse, só fazia dela alguém deslumbrante perante uma câmera. E ela sabia o que estava fazendo. Era definitivamente boa naquilo. Com certeza, havia nascido para brilhar. Conheço agora, o trabalho de cinco fotógrafos que contribuíram essencialmente para a formação da imagem e do legado de Marilyn Monroe.




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