domingo, 29 de novembro de 2015


Eis-me aqui (incertezas)




Eis-me aqui
como um grão de milho
que fecundo sob o ventre da terra
espera a chuva e o sol para eclodir,
mas sem ter a certeza que será possível florir.

Eis-me aqui
como um passarinho amedrontado
que tange o ninho querendo voar,
mas pequenino tem medo de arriscar.

Eis-me aqui
como um tolo querendo o mundo mudar
revendo verdades, construído expectativas
que nem sempre vão nos amparar.

Eis-me aqui
de mãos dada com o tempo,
tempo atroz, nuvens negras
que corrompem nossas almas
e nos devasta sem respeitar a regras.

Eis-me aqui
que sob as trevas pereci,
e das cinzas renasci,
sou fênix, sou frenesi,
sou coisa nenhuma...




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