quarta-feira, 11 de novembro de 2015

AS IMPRESSÕES DE UM PRIMEIRO ENCONTRO


Um primeiro encontro, seja ele casual ou premeditado, dita sempre as primeiras impressões. E, numa sociedade onde a aparência tende a ser cada vez mais valorizada, serão provavelmente poucas as pessoas que menosprezam esse instante onde se tiram conclusões (precipitadas) a favor ou em detrimento daquela pessoa. Não é só o senso comum que nos diz isto, mas também a ciência, com a Time a reunir um conjunto de estudos que demonstram que há fatores que ajudam a determinar o que os outros pensam de nós assim que nos conhecem. 
Uma questão de confiançaInvestigadores da universidade de Princeton, nos Estados Unidos da América, descobriram que as pessoas demoram um décimo de segundo a decidir se acham uma pessoa confiável ou não. As conclusões foram o resultado da seguinte experiência: a um grupo de estudantes académicos foi dado 100 milissegundos para avaliar a atração, competência, simpatia, agressividade e confiança de alguns atores (tendo em conta, sobretudo, as suas expressões faciais); isto aconteceu ao mesmo tempo que outro grupo fez a mesma análise sem limites temporais. Resultado? Se a avaliação das outras características mudou consoante o tempo disponível, a noção de confiabilidade permaneceu inalterada.

As marcas também falamDesta vez as descobertas são da autoria de um grupo alemão, que percebeu que as pessoas que usavam marcas conhecidas — neste caso Lacoste e Tommy Hilfiger — eram vistas como tendo um estatuto mais elevado do que quem não tinha por hábito usar roupas de designers. Os autores do estudo, que conduziram sete experiências diferentes, chegaram à conclusão de que o consumo de marcas luxo pode mesmo ser encarado como uma estratégia social de sucesso, na medida em que beneficia as interações sociais e o estatuto.

A inteligência está no olharOlhar a outra pessoa nos olhos durante uma conversa pode fazê-lo parecer mais inteligente do que realmente é, pelo menos é o que assegura um estudo datado de 2007 e conduzido pela Universidade Loyola Marymount, em Los Angeles. O ato de olhar diretamente para o outro mostrou estar relacionado com o QI (quociente de inteligência) e, na mesma lógica, também ajuda usar óculos grossos e falar expressivamente. 
Observador