sábado, 3 de outubro de 2015


Café Saudade

Poderemos sentir saudades do que não ainda não se teve?
Do que ainda não se possuiu? Do que ainda não chegou?
Poderemos sentir tanto a falta de algo que nem sequer conhecemos?

 CAFÉ SAUDADE – © Copyright – 2015 – Nuno Chaves – FOTOGRAFIA


Podemos, sim…
Uma saudade descabida, desmedida, como se não houvesse amanhã.
Talvez seja a ilusão ou a solidão que nos preenche a alma. Talvez seja essa a resposta para as saudades que te digo sentir.

As expectativas que colocamos nos outros são por vezes bem maiores do que aquelas que deveríamos colocar em nós.

Mas sabes? nem sempre foi assim… Foram os caminhos e as caminhadas da vida que me levaram a ser assim.
A dar sem nada receber.
A partilhar, sem nada guardar.
A viver desta forma intensa e a viver intensamente a vida dos outros.
Sim… esqueci-me de mim.
Simplesmente me esqueci de mim. Congelei os momentos, congelei os Tempos. Congelei-me a mim mesmo!

Sabes… As saudades que digo sentir, sinto-as. Sinto-as em mim. (…) e isso não explica, apenas se sente
A Minha vida, tem-se demorado… Contudo, aguardo ainda as respostas, procuro soluções que acredito serem certas.
Exijo respostas imediatas? sim… à primeira vista poderá parecer que sim. Mas sempre as procurei e nunca as descobri

Sempre houve e sempre existirá um gosto de ti… Espero um dia destes dar de caras com um “Gosto de Mim” logo pela manhã.
E é com carinho que o digo, com saudade que o penso, com esperança que o peço.

Saudades de alguém que ainda não conhecemos? de alguém que tarda em chegar? De alguém que também tem medo de se dar?

Sim… é possível

© “Café Saudade” | © 2015 Nuno Chaves – FOTOGRAFIA – Released on: 2015-06-17 – In: Café Saudade – Sintra