sábado, 10 de outubro de 2015

CADA NOME DE FURACÃO TEM A SUA RAZÃO DE SER





MIAMI, 25 set (AFP) - Inicialmente as tempestades eram batizadas com o nome do santo do dia em que tocavam em terra, mas, segundo os historiadores, foi um meteorologista australiano do início do século 20 que começou a dar nomes de pessoas, de preferência de políticos que detestava.

Nos Estados Unidos os meteorologistas militares começaram a se referir aos furacões com o nome de amigas ou mulheres e, a partir de 1953, o Serviço de Meteorologia adotou formalmente nomes de mulheres para identificá-los.

Foi em 1979 que pela primeira vez foram utilizados nomes masculinos para furacão, selecionados pelas agências americanas, mas atualmente quem os escolhe é um comitê da Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra.

Existem seis listas com 21 nomes, de A a W, para a bacia do Atlântico e seis com 23 nomes, de A a Z, para a do Pacífico Norte-oriental (a costa americana), e o uso é rotativo, isto, os nomes utilizados em 2005 voltarão a ser usados em 2011.

No caso do Atlântico, se a quantidade de furacões em um ano superar os 21, a identificação continua adiante utilizando as letras do alfabeto grego: Alfa, Beta, Gama, Delta...

No entanto, um nome pode ser retirado se uma tempestade for particularmente mortal ou custosa, seja por respeito aos mortos ou para facilitar seu uso em referências históricas, processos legais ou reclamações de seguro.

Dessa forma, por exemplo, na lista de 2004 o nome Gastón substituiu Georges, que, em 1998, deixou mais de 300 mortos na República Dominicana e Haiti, e Matthew substitui Mitch, que matou mais de 18 mil pessoas na América Central em 1998, principalmente em Honduras e Nicarágua.

Os nomes, que não devem ser traduzidos, são tirados dos idiomas das zonas afetadas. Dessa forma, para o Atlântico os nomes são em inglês, espanhol e francês.

UOL