sexta-feira, 18 de setembro de 2015

MARC LEVY



Se a vida ofereceu a Artur e a Lauren uma segunda chance de se reverem, deveriam eles tomar todos os riscos para consegui-lo? Com esta comédia romântica, Marc Levy reencontra os personagens de seu primeiro romance, Et si c´était vrai... e nos conduz a uma nova aventura feita de amor e imprevistos. Na trama, Artur se torna apaixonado pelo espírito do corpo cheio de equimoses de Lauren, a qual se reencontra numa manhã em seu armário. Sete anos mais tarde, os papéis se invertem: em lugar de Lauren, médica de plantão profissional salvar Artur, do qual ela não tem a menor lembrança, ela pensa somente em si. No seu quinto romance, Marc Levy continua sua exploração do sentimento amoroso, da complexidade do destino como fatalidade. Difícil entrar na intriga. Os lugares-comuns são vários, os acontecimentos são tão previsíveis como num filme de televisão, com os personagens mais do que estereotipados. Mas não se deve ser levado pelo jogo ou pela intriga do texto. O estilo límpido de Marc Levy – que lembra uma certa Patricia McDonald – e sua capacidade de criar suspense através de uma intriga, conquista a admiração. O autor, que havia surpreendido com a La prochaine fois, havia revelado sua aposta em montar uma tela elaborada, longe dos ingredientes básicos que se conhecem dele. Não se tem a mesma lembrança imperecível de Vous revoir, mas este livro tem o mérito de nos fazer passar bons momentos.


Entretanto, Marc já começava a se repetir. Daí que, no site mencionado, um de seus leitores foi sarcasticamente crítico: “É uma pena, esse livro é uma pálida cópia do Et si c´était vrai, que foi um excelente romance com Où est-tu?Marc Levy me decepciona: tem ele necessidade mais de fazer dinheiro do que de produzir qualidade? Esse é o preço que se paga quando se procura transformar a literatura num caça-níquel.” E Anne Berthod, na revista L´Express de 26/6/05, também não repetiu antigos elogios, limitando-se a dizer que essa obra de Marc Levy serve para passar o tempo...


Pensamentos extraídos do livro :
“Odeio essa gente ao redor de mim, que ri de nada e se alegra de tudo.”
“A solidão pode ser uma forma de companhia.”
“A velhice tem seus encantos.”
“Estranhamente, não se vê como mentirosa a pessoa que nos diz uma verdade difícil de aceitar, impossível de crer.”


“O que se constrói sobre a mentira não pode perdurar.”
AUDITÓRIA JURÍDICA