terça-feira, 4 de agosto de 2015

Erros ou experiências






Não há erros, há experiências.

A vida é um somatório de experiências que nos fazem sentir de diversas formas.

Há experiências que nos fazem sentir bem, e sentir que estamos no caminho que queremos, e há experiências que por outro lado nos fazem sentir mal e sentir que nos estamos a afastar daquilo que desejávamos.

Também este bem e mal já estão condicionados pelo nosso sistema de crenças, assim como o certo e o errado, na medida em que há experiências que nos primeiros momentos nos parecem más, e depois até se revelam boas, e vive-versa.

Quando catalogamos as experiências por erro e falhas acabamos por nos assumir quase sempre como uns falhados, excluindo a hipótese de que o “erro” só acontece porque tentámos e experimentamos fazer algo que achávamos importante para nós ou para outros, em busca do nosso bem-estar.

Quando analisamos as experiências e lhe damos o nome de erro grande parte das vezes estamos também a minar a confiança, e o amor-próprio, resultando com isto menos vontade de tentar, menos vontade de avançar e explorar as nossas potencialidades, as nossas conquistas, e o nosso amor.

E quando assim estamos ficamos despidos de energia para tentar aquilo que queremos as vezes que forem precisas, e sem a resiliência necessária para vivermos cada vez melhor em nós e com os outros.

Se há algo que não podemos mudar são as experiências que vivemos.

Assim sendo, mais importante do que avaliar a experiência como erro, ou como boa ou má, seria importante perceber o que aprendemos com ela sobre nós e sobre a vida, e como a podemos a abraçar para cada dia viver melhor no presente, sem erros e com muitas experiências, porque só vive com experiências quem tenta, as vezes que forem precisas até atingir aquilo que quer.

Diana Gaspar Duarte
Psicóloga

Fotografia | Teresa Lamas Serra