domingo, 30 de agosto de 2015

Como ser feliz...



Como ser feliz é uma questão de expectativas. Como ser feliz depende muito mais do controle dos nossos desejos e ambições, que daquilo que temos ou usufruímos em cada momento. É um lugar comum dizer-se que o dinheiro não traz a felicidade, e é sabido que muitas pessoas que «têm tudo» se declaram infelizes ou que vivem uma felicidade fingida. A explicação é simples: devemos viver com o mínimo de expectativas possíveis. Senão viciamo-nos a viver em função das expectativas, atingindo O Absurdo do Cúmulo da Felicidade, e desaprendemos de viver o dia o dia, na simplicidade dos pequenos e grandes prazeres que esta nos dá.





Ninguém é Feliz Quando Treme pela Sua Felicidade, tal como explica Séneca, comprovando que a nossa felicidade não pode estar dependente de factores externos que nós não controlamos. Por essa razão, Epicteto dá-nos a receita para que possamos alcançar uma Felicidade Independente, para que nos possamos escapar de cenários da realidade que nos trazem preocupações ou ansiedade.

Claro que cada um de nós tem os seus desejos e ambições, mas estes devem ser sempre perspectivados tal como são. Um futuro eventualmente possível, mas não o presente. Como algo que gostaríamos de atingir, mas não nos vamos tornar infelizes por ainda não os termos atingido. A infelicidade é um vício, e a partir do momento em que nos deixamos subjugar por ela, não há nada que possamos alcançar que nos livre do sentimento de infelicidade. Por essa razão, devemos tentar ser felizes naquilo que fazemos e não em função do que possamos atingir através do que fazemos. Escolher fazer aquilo que gostamos, e não fazer aquilo que não gostamos para atingirmos determinados objectivos. Claro que nem sempre a vida nos deixa fazer esta escolha, mas neste caso devemos tentar gostar daquilo que não estamos a gostar de fazer. O importante acima de tudo, é não fazermos algo que não gostamos, não por necessidade, mas porque queremos atingir determinado objectivo.

Não Há Felicidade sem Verdadeira Vida Interior, prova-nos Schopenauer, confirmando mais uma vez que a felicidade não pode depender de factores externos que não controlamos. Se deixarmos que assim seja, mais facilmente teremos momentos de infelicidade, pelo que é necessário criarmos também uma verdadeira vida interior. Através desse processo, ficamos melhor com nós próprios. E, estando melhor com nós próprios, mais facilmente estaremos aptos a nos dar aos outros, construindo uma felicidade alargada, pois uma felicidade solitária será sempre uma felicidade minguada.

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