quarta-feira, 17 de junho de 2015

VIAGENS de EXPERIÊNCIAS - Um outro modo de viajar


 Para imergir na natureza, observar um Pôr-do-Sol (como este em Monument Valley - Utah)

"A vida é curta. Fugaz e mutável. E também imprevisível. E por mais que a gente planeje, que metas se estabeleçam, que cuidados tomemos, as coisas acontecem. Sem controle. São infindáveis os problemas a que estamos sujeitos. De saúde a financeiros, de acidentes a pessoas ruins que passam por nossa vida. Então, o que melhor se pode fazer é usar o tempo que a vida nos deu sem desperdícios. Por isso não me apego tanto ao passado, nem me preocupo tão desesperadamente com o futuro. Aproveito as oportunidades do presente, maneira que creio poder ser feliz no futuro. Agarro cada oportunidade como se fosse a única. Então, se eu pudesse, passaria boa parte da vida viajando. Mas sou igual à maioria, tenho que trabalhar pra ganhar a vida e pagar pelas viagens.



Minhas "oportunidades" de viagens costumam surgir da curiosidade. De meu desejo de desvendar, de saber, de ver. Então, quando olho mapas e guias, procuro por países pouco convencionais e noto que já não há tantos. E me agarra a idéia de que preciso conhecê-los enquanto são novidade, antes de nós mesmos, turistas, acabemos por estragá-los. Observo nossa estante com a coleção de objetos, guias, livros e badulaques de viagens. Vejo uma foto, uma bugiganga do lugar que visitamos, uma moeda. Tudo funciona como agrado à vista, ajuda-nos a perseverar nossas lembranças e nos motiva e inspira a novas viagens. Parece um lugar não apropriado, mas é ali que muitas de nossas viagens acabam inspirando-se."


"Quem viaja tem lembranças dos lugares em que esteve. Imateriais e físicas. De grandes peças decorativas a pequenas lembranças, ou souvenires. Cada qual tem uma história e guarda lembranças de um momento. Mas quando as viagens são tantas, tornam-se um problema. Quanto espaço tomam! E como expô-los para que façam algum sentido? Encontramos o nosso desse jeito aqui em casa. Temos tudo numa estante. Além de recordações, proporcionam grande prazer quando os contemplamos."


 "Quando escrevo, costumo recorrer a eles para que me ajudem a recuperar da memória o que pretendo contar ao leitor. Além da função decorativa, guardam um efeito mágico: fazem-me reviver uma viagem. É um outro modo de viajar. Não preciso voar, navegar, caminhar ou dirigir. Virtualmente também viajo. Olhando mapas, lendo guias e livros, observando e até tocando objetos viajo nas prateleiras de nossa estante."



"Mas expressar uma experiência, um sabor, um arrepio, um suspiro, um encantamento ou qualquer sentido em profundidade não é fácil como inspirar-me em novas viagens ou viajar pelas que fiz olhando nossa estante. É uma dificuldade. Circunstancial para alguns, permanente para mim. Imagino que o sabem os que escrevem. Uns mais, outros menos. Penso até que mesmo os talentosos. Ainda que banais. Como por exemplo descrever o misto de sentidos naquele nosso "simples" banho de piscina ao ar livre, diante de uma paisagem absolutamente encantadora e serena de campos de arroz num hotel em Chiang Mai. Não. Não é nada fácil descrever viagens de experiência e experiências em viagens." 

Mas o que são viagens de experiência? Veja mais aqui: http://interata.squarespace.com/

Este texto está escrito com a ortografia da língua Portuguesa do Brasil.