sexta-feira, 26 de junho de 2015

PARVALHÕES, PAIS DE FAMÍLIA E OUTRAS ESPÉCIES







"Este texto é dedicado a todas as mulheres que, por mais que se esforcem, não conseguem acertar os ponteiros com os homens. Depois de horas de relatos sobre relacionamentos e, também com alguma experiência própria, cheguei à conclusão de que os homens se podiam dividir em quatro categorias. É claro que existem muitos híbridos, mas há sempre um destes quatro perfis que é dominante. O perfil mais óbvio, que mais anda a exasperar as mulheres, é o Parvalhão. ~

Parvalhão!
Este espécimen, não sendo feio de todo, está longe de ser tão atraente como pensa. Bebe muito, tem pouco sentido do ridículo e trata as mulheres como se a sua existência fosse a resposta a todas as suas preces. Infelizmente, talvez pela triste falta de escolha, estes homens acabam por ter algum sucesso com o sexo feminino e, para além das muitas conquistas que fazem, mantêm sempre ao seu lado uma mulher que, na ótica dela, é a namorada, e nas palavras dele, é apenas uma amiga especial. Muitas vezes, por uma questão de pressão social, o Parvalhão acaba por casar, sendo um péssimo marido, daqueles que sai constantemente com os amigos e nos deixa horas infinitas à espera. Para piorar as coisas, como é bêbedo e boémio, fica definitivamente gordo e feio… 

Nos antípodas do Parvalhão, está o Pai de Família. 

Pai de Familia!
Para estes rapazes as grandes diversões da juventude foram os jogos de cartas e as noitadas de filmes com os amigos. As raparigas, nesta altura das suas vidas, eram a filha da vizinha, serena e bem comportada ou uma mera miragem. Eventualmente, as suas qualidades são descobertas e estes rapazes acabam por conquistar uma moça jeitosa, com quem se casam. Tornam-se maridos e pais dedicados, sem medo de pôr um avental, agarrar uma esfregona ou limpar umas fraldas sujas. Adorados pelas mulheres, são odiados pelos homens, principalmente pelos Parvalhões, que os acham uns sonsos. Infelizmente para estes bons rapazes, as suas esposas não conseguem evitar um bocejo, enquanto elogiam as suas qualidades. Gravitando algures entre os dois, encontra-se o “Conan”. 

Conan!
Obviamente, o nome de herói dos anos 80 tem como único intuito manter o nível da linguagem elevado. Este espécimen passou a sua adolescência a ser um rapaz cheio de estilo, encostado a um balcão de um bar ou fumando um cigarro num canto isolado. O que parece uma aura de mistério é, na realidade, pura timidez e insegurança. Os relacionamentos do “Conan”, mesmo os casamentos, são geralmente curtos, pois este espécimen é incapaz de se comprometer. É um dos grandes culpados da fúria feminina, pois é fácil confundi-lo com um bom menino. 

Por fim, mas não em último lugar, como diriam em inglês…

O Príncipe! 
O Príncipe é giro, simpático, educado, autónomo a nível financeiro e com um sentido de humor irrepreensível. O Príncipe vive a sua adolescência rodeado de amigos que o admiram, amigas que o desejam, mas apenas uma namorada que poderá, ou não, tornar-se sua esposa. A sua escolha recai, como não poderia deixar de ser, sobre uma princesa com quem forma o casal perfeito. O óbvio problema deste espécimen é ser extremamente raro e em vias de extinção. Além disso, exige um esforço constante da sua princesa, que não se pode dar ao luxo de engordar 10 quilos e deixar crescer o bigode. Por trás da cerca, pode sempre aparecer uma princesa com mais encantos… Depois desta descrição, imagino muitos homens revoltados, fartos de serem estereotipados… Mas, caramba, se as mulheres sofrem as dores de parto para os pôr no mundo, eles também podem ter um bocadinho de sentido de humor, pôr a mão na consciência e rever-se em algumas destas características. Afinal, a vida é muito curta para ser levada demasiado a sério".

Sofia Lisboa

http://mariacapaz.pt/