quarta-feira, 10 de junho de 2015

Jóias e jóias



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Qual a mulher que não gosta de possuir e ter uma jóia?
Pois é. Mas já pensaram nos variados significados que a palavra jóia pode conter?
-Tens uma bonita jóia.( adorno)
- Ela é uma jóia de rapariga. ( bondosa)
- Oh meu amor, minha jóia! ( declaração amorosa)
- Gosto tanto de ti,que cobrir-te-ia de jóias ( conotação igualmente de amor/paixão)
- És mesmo uma joinha ( sentido depreciativo)

Possivelmente outras acepções existirão deste vocábulo. Mas o objectivo é debruçar-me sobre a jóia como adorno.
Já na época Clássica, as romanas das classes mais elevadas usavam e abusavam de jóias,a que chamavam "aurum" ou "ornamenentum"
No entanto,hoje em dia palavra jóia perdeu-me pouco seu estatuto de luxo,para passar a ser mais banalizada.
Assim,um relógio,sem marca destacada,ou uma bonita e boa bijutaria, como um colar, um anel ou uma pulseira são jóias. E são de tal modo jóias que se usam em eventos festivos. Como em casamentos ou baptizados.
Penso que houve uma banalização do conceito de jóia, como sendo um adorno de luxo, fabricado em ouro,prata com pedras preciosas incrustadas, para um conceito prático e quotidiano. No fundo, o que está em causa é o ornamento, a beleza ( ideia tão subjectiva!).
E não estou a falar de réplicas, de imitações de marca que se compram no mercado paralelo, em quase todas as feiras espalhadas pelo país !
De qualquer modo, na actualidade vai-se a um evento importante com uma bonita jóia de fantasia, desde que se adapte à idade e ao estilo da pessoa.
Só assim se compreende a grande variedade de lojas( umas melhores que outras) que expõem os seus produtos e nos deixam extasiadas. Dirão vocês : " mas isso não é uma jóia verdadeira!!!"
Mas na impossibilidade, ou não querendo expor as verdadeiras, as "novas jóias" são sempre uma alternativa mais ou menos modesta,consoante o preço é o gosto da compradora ! Mas lá está...tudo isto é tão relativo e subjectivo...
Ah...acrescente-se ainda o facto dos novos designers misturarem materiais nobres com cortiça, borracha, silicone...
Em resumo, poderemos não ter uma jóia opulenta e grandiosa  como as de Elizabeth Taylor ou as de Farah Dina, da Pérsia mas, o que importa é que nos sintamos bem connosco próprias.

Judite Fidalgo, a autora, não escreve segundo o Acordo Ortográfico.




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