terça-feira, 30 de junho de 2015

Corset, Corselet, Corpete ou Espartilhos





" Nestes novos tempos a lingerie continua dando ar da graça e romantismo, deixando a mulher cada vez mais feminina e moderna.  Porém  todo cuidado é pouco na hora de arrasar em um belo look moderno, se não tiver bom senso poderá passar uma imagem distorcida da idéia.

Vamos voltar um pouco no tempo e tentar entender um pouquinho da historia Corset, Corselet, Corpete ou Espartilhos.


Talvez nenhuma outra peça do vestuário feminino tenha tanto a dizer sobre as mudanças pelas quais as roupas, os costumes e as mulheres passaram durante os séculos, quanto às roupas íntimas.




A lingerie já foi de tudo um pouco: rígida e desconfortável, depois ficou frouxa e confortável, mais pra frente leve, anatômica e sexy. Os registros históricos de mulheres usando alguma cobertura específica, para as partes íntimas são contraditórios.
Há quem diga que a primeira aparição foi no no segundo milênio antes de Cristo. Outras, que foi a partir do século III a.C.

O mais importante avanço na indumentária feminina, deu-se no século XV, quando o corpete foi separado da saia. Os dois passaram a ser cortados separadamente e, em
seguida, unidos por uma costura dupla.



Para garantir a sustentação, as peças eram feitas com hastes de prata, marfim, osso de animal ou até de madrepérola. Entre os vários colchetes e ilhoses, os espartilhos eram atados com tanta força, que as mulheres sofriam fisicamente. Problemas de distúrbios respiratórios, circulatórios e, claro, digestivos eram pra lá de comuns. Fácil de imaginar o suplício dessas mulheres. O objetivo: deixar a cintura ultrafina.

Há relatos que, nas revistas de moda do século 19, eram publicadas dicas sobre como tirar proveito do espartilho. Bem semelhante às dicas das revistas femininas de hoje. Quer um exemplo? Era recomendável que a mulher se deitasse no chão, de barriga para baixo e que sua mãe subisse sobre ela na altura das costas, de maneira a facilitar na hora de apertar ao máximo os cordões, colchetes e ilhoses. Sacrifício que, segundo relatos da época, valia até 20 cm de diferença na cintura.



Mas foi na Revolução Francesa (século 18), que aconteceram as primeiras mudanças significativas. É possível dizer que as pessoas estavam cansadas da vida “teatral” vivida pela monarquia. Sendo assim, as roupas voltaram a ser mais simples e práticas (apenas por um pequeno período). As túnicas, no melhor estilo greco-romano, eram leves e transparentes. Nada apertando.
Passado esse breve momento de liberdade, as mulheres voltaram a ser comprimidas em seus espartilhos, até final do século 19.
Foi no século 20, que o costureiro, como era chamado os estilistas da época, Paul Poiret, revolucionou a moda e libertou as mulheres do espartilho, que as acompanhava há quatro séculos. Nesse período, as mulheres começaram a exigir novos modelos, que correspondessem melhor aos seus anseios. Seu modo de vida havia mudado. Tinha início à popularização das práticas esportivas e surgia ainda de maneira tímida, uma classe média de mulheres que trabalhavam. Porém. a morte propriamente dita do espartilho não foi nessa época. O sepultamento dessa peça só se deu na Primeira Guerra Mundial. Como os homens foram para o front, às mulheres assumiram seus postos de trabalho (no campo e nas fábricas). Nem os nobres contavam mais com aquela dezena de criados.
Como então usar uma peça como essa? Impossível. Os espartilhos foram, gradativamente, sendo substituídos por cintas. Foi nesse momento, que o sutiã passou a ser fundamental. Ele já havia aparecido em anúncios publicitários no final do século 19, mas não havia conquistado as mulheres. A moda, entretanto, voltou a adotar a silhueta marcada, em 1940, trazendo de volta os espartilhos, porém mais leves.


 

Segue abaixo a diferenciação de cada um:

Corset - Também pode ser chamado de espartilho que é o seu nome em português, ele é mais estruturado, do que um corselet e um corpete e confeccionado com varias camadas de tecido, é como se fosse um espartilho, cheio de hastes e geralmente tomara que caia. Ele fica abaixo dos seios e abaixo dos braços. Serve para apertar e afinar a cintura.

Espartilhos - Em lojas de lingerie podemos encontrar peças que são chamadas de espartilho, mas na verdade apenas foram inspiradas nos espartilhos antigos, bem diferentes do que deveria ser um espartilho de verdade, estes só possuem a função de adorno e fetiche. Os espartilhos foram substituídos por cintas. Os seios, porém, precisavam de algum suporte, já que o espartilho também servia para erguê-los. Surge, assim, o sutiã. O espartilho entra na história com a chegada do Renascimento, passando a ser incorporado ao vestuário feminino, até a Idade Média, os seios eram sustentados por corseletes, uma espécie de colete justo, que eram usados por cima de camisas e amarrados nas costas. No século 18, o uso de barbatanas de baleia deixou as hastes mais flexíveis e mais tarde a haste central foi substituída por várias barbatanas.O novo espartilho comprimia os seios por baixo e deixava-os mais evidentes sob os decotes.





Corselet - Este sim é o espartilho de sex-shop com barbatanas de plástico e material elástico.

Corpete – São blusinhas com barbatanas geralmente de plástico, podem ser confeccionados em tecido elástico ou não, não sendo necessário o uso de forro, são fechadas por zíper ou ilhós como o cosert. O corpete não abrange o seio (sutiã) Ele geralmente é uma peça como se fosse um top que vai da cintura até o colo, mas geralmente usa-se sutiã debaixo dele. O corpete é visualmente mais parecido com o corset, às vezes sendo até confundidos, mas ao se olhar de perto à diferença é imensa. Um corpete não possui a mesma estrutura que um corset, mesmo que um corpete possua barbatanas de aço espiraladas ainda sim não será como um corset, por não ser bem estruturado não irá agüentar a pressão das puxadas e poderá deformar.Se o preço é bem inferior que o de um corset, pois o consumo de materiais e a mão de obra custam bem menos.
TIGHT LACING

O que é o Tight Lacing? Traduzindo literalmente, o termo "Tight Lacing" significa laceamento apertado. É uma técnica usada desde tempos antigos para redução permanente da cintura.

Antigamente, as mulheres tinham padrões definidos de beleza, e a cintura fina era um destes padrões, inclusive, dependendo do país, havia um ideal padrão de cintura, e a mulher que atingisse esta cintura ideal, estava dentro dos padrões de moda da sociedade.

Com o tempo, o espartilho foi sendo deixado de lado, pois as mulheres queriam mais liberdade, e a moda começou a se especializar no uso de lingeries cada vez mais confortáveis.

A cintura das mulheres, conseqüentemente, também deixou de ser fina.No entanto, de alguns anos para cá, o corset voltou a ter espaço na moda, e as mulheres voltaram a desejar uma silhueta mais delineada e uma cintura de pilão.

Qualquer pessoa pode fazer Tight Lacing?Desde que respeite os limites de seu próprio corpo, sim. Mas é claro que alguns cuidados especiais devem ser tomados, além do que o treino de redução de cintura exige uma disciplina e força de vontade enorme.

Todos os corsets para Tight Lacing são confeccionados sob medida, sendo exclusivo para o seu corpo.Pessoas asmáticas devem tomar um certo cuidado com o Tight Lacing e não abusar, apertando seu corset demais.

O corset é uma peça com barbatanas em aço e seus tecidos não laceiam, portanto, apertar demais na região do tórax pode afetar a respiração. O ideal é ir fazendo o processo aos poucos, apertando um pouco e, quando sentir que já não sente mais desconforto, ir apertando um pouco mais.

Fazendo com cautela e cuidado, disciplinadamente, o resultado será cada vez melhor.Qual é a vantagem do Tight Lacing?Há alguns anos, a moda das calças baixas começou a deformar o corpo das mulheres, causando indesejáveis acúmulos de gorduras na região da cintura e dos quadris.

Por causa desta moda, as mulheres de hoje já não tem mais a cintura devidamente "no lugar". O corset, por sua vez, coloca a cintura no lugar onde ela deveria estar, assim como o quadril, evitando, assim, o acúmulo de gordura nestas regiões.

Em alguns casos, o corset também pode ajudar e diminuir estômago alto, conseqüência do processo de redução permanente de cintura. Um outro fato conseqüente do Tight Lacing é a correção da postura. Sendo o corset uma peça rígida, ele acaba forçando a coluna e estar sempre reta.

Quais são os cuidados que devo ter ao começar o treino? É extremamente importante que se tenha em mente que este é um processo a, médio ou longo prazo, e que não é de uma hora para outra que você terá uma cintura fina. O Tight Lacing requer muita disciplina e força de vontade.

Em primeiro lugar, consultar um ortopedista com freqüência é um cuidado imprescindível que se deve ter.

O Tight Lacing é um método seguro se for feito sem abusos. Mesmo assim, ter a assistência constante de um médico é muito bom. Em segundo lugar, para reduzir permanentemente a sua cintura, você deve estar ciente de que terá que usar seu corset durante muitas horas do dia.

Algumas pessoas chegam a dormir de corset, apenas afrouxando-o um pouco durante a noite para não terem desconfortos e distúrbios de respiração durante o sono.E por último, e não menos importante, a reeducação alimentar é um processo necessário: aconselha-se buscar ajuda especializada na formação de um cardápio menos calórico e de alimentos pesados ou que possam acumular gases no estômago.

Durante os primeiros meses de treino, você pode até perder peso, pois o corset comprime a região estomacal, fazendo com que você não consiga comer grandes quantidades de comida e nem sentir muita fome durante todo o dia.

Você acaba, portanto, comendo menos.É importante também a prática de exercícios abdominais para enrijecer a musculatura e não deixar que os músculos se atrofiem, já que durante o uso de corsets você acaba não utilizando os músculos abdominais para se movimentar.

O Tight Lacing é prejudicial à saúde? Somente se feito com abusos. A mídia lançou alguns mitos a respeito do uso contínuo de corset, dizendo que ele poderia causar a quebra de costelas e outros problemas, como hemorróidas e varizes. Mas, na verdade, essas informações não passam de mitos.

Tenha em mente simplesmente o seguinte: tudo o que é em excesso pode ser prejudicial à saúde. Comer demais ou de menos pode fazer mal, malhar demais pode fazer mal, usar Corset apertado demais pode fazer mal.

O ideal é usar sem abusos, respeitando os seus próprios limites, e não desistindo de atingir a sua meta aos poucos, pois o Tight Lacing não é milagre e nem cirurgia plástica.

Qual é a idade ideal para começar um Tight Lacing?É importante que a pessoa que quiser fazer Tight Lacing já não esteja mais em fase de crescimento e desenvolvimento, portanto, crianças e adolescentes ainda em época de desenvolvimento corporal devem esperar o início do treino.

Idosos também devem ter cuidados na hora de iniciar um treino de redução, pois os ossos de pessoas de mais idade são mais fracos por perda de cálcio e podem se quebrar com movimentos bruscos é por isso que se deve tomar cuidado com idosos para que não levem tombos.

A precaução na hora de utilizar um corset, portanto, é a mesma.Acabei de fazer uma cirurgia de abdômen redução de estômago, lipo, cesariana, etc. Posso iniciar o Tight Lacing?Não, definitivamente. O que deve ser feito é esperar até que haja a cicatrização completa da cirurgia, para que não haja complicações. Sempre questionamos nossas clientes sobre cirurgias recentes na região do abdômen, e recomendamos que esperem pelo menos uns 2 ou 3 meses antes de começarem o treino.

Nesses casos de cirurgias no abdômen, os médicos costumam recomendar o uso de cintas, pois estas são de borracha e laceiam, enquanto os corset não laceiam, o que pode ser prejudicial para uma pele ainda em cicatrização.

Tight Lacing, ou “laço apertado” em uma tradução literal, é o nome dado à prática de usar um corset por longos períodos

Agora deu uma vontadinha de ter um??

Boa sorte! Arrase poderosa, mas não esqueça o bom senso."
Por Karynne Dutra

(Postado por Hipnotyq Lingerie).